FORMAÇÃO BÁSICA DO COMBATENTE PPB/2 2010

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    11-Jul-2015

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<ul><li><p>0 </p></li><li><p>1 </p><p>SEM OBJETIVOS BEM DEFINIDOS, SOMENTE POR </p><p>ACASO CHEGAREMOS A ALGUM LUGAR. </p><p> PPB/2 - Formao Bsica do Combatente </p><p>6 Edio - 2010 </p><p>COTER </p></li><li><p>2 </p><p>ndice - 1 </p><p>ATIVIDADE PGINA I. INTRODUO 4 </p><p> 1. FINALIDADE 4 2. OBJETIVOS DO PERODO 4 3. ESTRUTURA DA INSTRUO 5 4. DIREO E CONDUO DA INSTRUO 6 5. AVALIAO 7 6. TEMPO ESTIMADO 7 7. VALIDAO PP 8 8. OBSERVAES IMPORTANTES SOBRE O PP 8 9. NORMAS COMPLEMENTARES 8 </p><p> II. MODELOS DE FICHA DE CONTROLE DA INSTRUO 10 </p><p> III. ATRIBUTOS DA REA AFETIVA 12 </p></li><li><p>3 </p><p> As pginas que se seguem contm </p><p>informaes indispensveis para os usurios do presente Programa-Padro. </p><p>. I - INTRODUO </p></li><li><p>4 </p><p>I. INTRODUO </p><p>1. FINALIDADE </p><p>Este Programa-Padro (PP) regula a Instruo Individual Bsica e define os objetivos que permitem padronizar a Formao Bsica do Combatente . </p><p>2. OBJETIVOS DO PERODO </p><p>a. Objetivos Gerais: </p><p>1) preparar o soldado para iniciar a instruo em qualquer qualificao militar; </p><p>2) formar o reservista de 2 Categoria, tambm chamado Combatente Bsico; e </p><p>3) desenvolver o valor moral dos instruendos. </p><p>b. Objetivos Parciais: </p><p>1) ambientar o Soldado vida militar; </p><p>2) iniciar a formao do carter militar do Soldado; </p><p>3) iniciar a criao de hbitos adequados vida militar; </p><p>4) obter padres de procedimentos adequados vida militar; </p><p>5) adquirir conhecimentos bsicos indispensveis ao soldado; </p><p>6) obter reflexos na execuo de tcnicas e tticas individuais de combate; </p><p>7) desenvolver habilitaes tcnicas necessrias ao soldado; </p><p>8) obter padres adequados de ordem unida; e </p><p>9) iniciar o desenvolvimento da capacidade fsica do Soldado. </p><p> c. Explicao dos Objetivos Parciais da Instruo Individual do </p><p>Efetivo Varivel 1) Formao do Carter Militar (FC) - a formao do carter </p><p>militar consiste no desenvolvimento de atributos da rea afetiva e de atitudes voltadas para a aceitao de valores julgados necessrios para que um indivduo se adapte s exigncias da vida militar, incluindo-se a aquelas exigncias peculiares s situaes de combate. </p><p>2) Criao de Hbitos (CH) - os hbitos significam disposio permanente execuo de determinados procedimentos adequados vida militar. Os hbitos sero obtidos e consolidados por meio da repetio de procedimentos. Esse trabalho ser executado durante todo o ano de instruo. </p><p>3) Obteno de Padres de Procedimento (OP) - os padres de procedimento so definidos pelo conjunto de aes e reaes adequadas ao militar, diante de determinadas situaes. Os padres corretos caracterizam-se por produzirem a perfeita integrao do militar s atividades da vida diria do quartel. </p><p>4) Aquisio de Conhecimentos (AC) - deve ser entendida como a assimilao de conceitos, idias e dados necessrios formao do militar. Este objetivo ser atingido por intermdio da ao dos instrutores e monitores, durante as sesses de instruo, e consolidado pela prtica. </p><p>5) Desenvolvimento de Habilitaes Tcnicas (HT) - as habilitaes tcnicas correspondem aos conhecimentos e s habilidades indispensveis ao manuseio de materiais blicos e operao de equipamentos militares. </p><p>6) Obteno de reflexos na execuo de Tcnicas Individuais de Combate (TE) - uma tcnica individual de combate caracteriza-se por um conjunto de habilidades militares que proporcionam a consecuo de um determinado propsito, de forma vantajosa para o combatente. Para ser desenvolvida ou aprimorada, no h necessidade de se criar uma situao ttica (hiptese do inimigo, variaes do terreno e imposies de tempo). </p></li><li><p>5 </p><p>7) Obteno de reflexos na execuo de Tticas Individuais de Combate (TA) - Uma ttica individual de combate caracteriza-se por um conjunto de procedimentos, ou mesmo tcnicas individuais de combate, que respondem a uma situao em que se tem uma misso a cumprir e um inimigo (terrestre ou areo) a combater, sendo consideradas as variaes do terreno e o tempo disponvel. As atividades de instruo, voltadas para este objetivo parcial, devero aumentar, progressivamente, a capacidade de cada instruendo para solucionar os problemas impostos por situaes tticas diferentes e cada vez mais difceis. </p><p>8) Obteno de padres de Ordem Unida (OU) - Por meio da OU, obtm-se padres coletivos de uniformidade, sincronizao e garbo militar. A OU constitui-se numa demonstrao da situao da disciplina militar, isto , da situao de ordem e de obedincia existentes em determinada OM. Por ela pode-se avaliar o desenvolvimento de alguns atributos dos militares integrantes da tropa que a executa, tais como, o entusiasmo profissional, a cooperao e o autocontrole. </p><p>9) Capacidade fsica (CF) - O desenvolvimento da capacidade fsica visa a habilitar o indivduo para o cumprimento de misses de combate. obtida pela realizao do Treinamento Fsico Militar (TFM) de forma sistemtica, gradual e progressiva. Tambm concorrem para este objetivo atividades como, as pistas de aplicaes militares, as marchas a p e os acampamentos e bivaques, que aumentam no indivduo a rusticidade e a resistncia, qualidades que possibilitam ao indivduo durar na ao em situaes de desgaste e de estresse. </p><p> 3. ESTRUTURA DA INSTRUO - Caractersticas 1) O programa de treinamento constante neste PP baseia-se no </p><p>princpio metodolgico da instruo militar orientada para o desempenho. Destina-se, portanto, a habilitar os recrutas ao desempenho de todas as atividades bsicas de um Soldado, qualquer que seja a QMG. </p><p> 2) A Instruo Individual Bsica (IIB) compreende: </p><p>a) instrues sobre matrias fundamentais preparao bsica do combatente; e </p><p>b) o desenvolvimento de atitudes e de habilidades necessrias formao do Soldado. </p><p>3) A instruo sobre as matrias fundamentais compreende um conjunto de : </p><p>a) matrias; </p><p>b) assuntos integrantes de cada matria; </p><p>c) sugestes de objetivos intermedirios; e d) objetivos terminais chamados Objetivos Individuais de Instruo </p><p>(OII), que podem ser relacionados a conhecimentos, a habilidades e a atitudes. 4) As matrias constituem as reas de conhecimentos e de habilidades </p><p>necessrias Preparao Bsica do Combatente. </p><p>5) Os assuntos, integrantes de cada matria, so apresentados de forma sequenciada, constituindo os programas das matrias. </p><p>6) As sugestes de objetivos intermedirios so apresentadas como um elemento auxiliar para o trabalho do instrutor. A um assunto podem corresponder um ou vrios objetivos intermedirios. O instrutor, levando em conta sua experincia, as disponibilidades materiais e as caractersticas do militar, poder reformular ou estabelecer novos objetivos intermedirios. </p><p>7) Os OII relacionados aos conhecimentos e s habilidades correspondem aos comportamentos que o militar deve exibir como resultado das atividades de ensino a que foi submetido, no mbito de determinada matria. Uma matria compreende um ou vrios OII. </p><p>Um OII relacionado a conhecimentos ou a habilidades compreende: </p><p>a) a tarefa a realizar, que consiste na ao que o militar deve executar como prova de domnio do objetivo; </p><p>b) a condio ou as condies de execuo que definem as circunstncias ou situaes que so oferecidas ao militar, para que ele execute a </p></li><li><p>6 </p><p>tarefa proposta. Essa(s) condio (es) deve(m) levar em considerao as diferenas regionais e as caractersticas do instruendo;e </p><p>c) o(s) padro(es) mnimo(s) a atingir, que caracteriza(m), para cada instruendo, o nvel de conhecimento adquirido em termos de aprendizagem da tarefa indicada. 4. DIREO E CONDUO DA INSTRUO </p><p>a. Responsabilidades </p><p>1) O responsvel pela Direo da Instruo o Comandante, Chefe ou Diretor de OM. Cabe-lhe, assessorado pelo S3, planejar, orientar e fiscalizar as aes que permitiro aos Comandantes das Subunidades ou Comandantes de Grupamentos de Instruo (ou correspondentes) elaborarem a programao semanal de atividades e a execuo da instruo propriamente dita. </p><p>2) O Comandante de Subunidade ou de Grupamento(s) de Instruo (ou correspondente) o responsvel pela programao semanal e pela execuo das atividades de instruo, de modo a conseguir que todos os soldados atinjam os OII previstos. </p><p>b. Ao do S3 1) Realizar o planejamento inicial do Perodo de Instruo Bsica do </p><p>Perodo de Instruo Individual, segundo o preconizado no PIM e nas diretrizes e (ou) ordens dos escales enquadrantes. </p><p>2) Coordenar e controlar a instruo na OM, a fim de que os militares alcancem os OII, de forma harmnica, equilibrada e adequadas aos prazos e com as diretrizes dos escales superiores. 3) Providenciar a elaborao de testes, fichas, ordens de instruo e de outros documentos. </p><p>4) Providenciar a organizao dos locais de instruo e de outros meios auxiliares, necessrios uniformizao das condies de execuo e de consecuo dos padres mnimos previstos nos OII. 5) Planejar a distribuio de reas e meios de instruo de forma eqitativa entre as fraes da OM. </p><p>6) Organizar os militares da OM, de modo a permitir a </p><p>compatibilidade da instruo do EV com a do EP (CTTEP). </p><p> c. Ao do Cmt SU ou Cmt Gpt Instr </p><p> O Cmt de Subunidade (ou correspondente) ser o chefe de uma equipe </p><p>de instrutores. Dever, por meio de ao contnua, exemplo constante e devotamento instruo, envidar todos os esforos necessrios consecuo dos padres mnimos exigidos nos OII e nos objetivos da rea afetiva. </p><p> d. Mtodos e Processos de Instruo </p><p> 1) Os elementos bsicos que constituem o PP so as MATRIAS, as </p><p>TAREFAS, os OBJETIVOS INTERMEDIRIOS e os ASSUNTOS. </p><p>2) Os mtodos e os processos de instruo, preconizados nos Manuais C 21-5 e T 21-250 e demais documentos de instruo, devero ser, criteriosamente, selecionados e combinados, a fim de que os OII relacionados a conhecimentos e habilidades sejam atingidos pelos instruendos. </p><p>3) Durante as sesses de instruo, o soldado deve ser colocado, tanto quanto possvel, em contato direto com situaes semelhantes s que devero ocorrer no exerccio de suas atividades. A instruo que no observar o princpio do realismo (T 21-250) pode tornar-se artificial, ineficiente e pouco orientada para os objetivos que os militares tm de alcanar. Os meios auxiliares e os exerccios simulados devem dar uma viso bem prxima da realidade, procurando, sempre que possvel, uma situao de combate ou de apoio ao combate. </p><p>4) Em relao a cada uma das matrias, o instrutor dever adotar os seguintes procedimentos: </p><p>a) analisar os assuntos e as sugestes de objetivos intermedirios, procurando identificar a relao existente entre eles. Os assuntos e as sugestes de objetivos intermedirios so poderosos auxiliares da instruo. Os objetivos intermedirios fornecem uma orientao segura sobre como conduzir o militar para o domnio dos OII. Desse modo, tornam-se pr-requisitos para esses OII. </p></li><li><p>7 </p><p>b)Estabelecer, para cada matria, os OII que dever(o) ser executado(s) pelos militares, individualmente ou em equipe. Analisar, tambm, as condies de execuo, de forma a poder torn-las aplicveis no perodo de avaliao. </p><p> 5) Todas as questes levantadas quanto adequao das condies de </p><p>execuo e dos padres mnimos devero ser levadas ao Comandante da Unidade, a fim de que ele, assessorado pelo S3, decida sobre as modificaes a serem introduzidas no planejamento inicial. </p><p>6) Os OII, relacionados rea afetiva, sero desenvolvidos durante todo o Ano de Instruo e alcanados em conseqncia de situaes criadas pelos instrutores no decorrer da instruo e de todas as experincias que vividas no ambiente militar. O desenvolvimento de atitudes depende, basicamente, dos exemplos de conduta oferecidos aos militares pelos superiores e pares e, tambm, do ambiente global em que ocorre a instruo. </p><p> 5. AVALIAO </p><p>a. Dos OII relacionados a conhecimentos e a habilidades. </p><p>A avaliao da instruo ser feita de acordo com os OII. O instrutor avaliar a eficincia de sua ao, considerando o desempenho do militar na execuo das tarefas, dentro das condies estipuladas, tendo em vista a consecuo do padro mnimo requerido. </p><p>O xito da instruo evidencia-se quando todos os militares atingem, plenamente, todos os OII previstos. </p><p>Para isso, o instrutor deve acompanhar o desempenho nos OII de sua matria. Durante o desenvolvimento do perodo de Instruo Individual Bsica, utilizar, para avaliar a aprendizagem do instruendo, a Ficha de Controle da Instruo Individual Bsica (FIB). Nessa ficha, o instrutor registrar os resultados da avaliao do desempenho do militar em relao aos OII indicados no programa. </p><p>O militar alcanar a situao de Combatente mobilizvel se atingir todos os OII constantes da FIB. </p><p>b. Dos OII da rea afetiva. </p><p>A avaliao dos OII da rea afetiva (atributos) implica a observao contnua do militar no decorrer do Ano de Instruo e ser registrada na Ficha de Avaliao de Atributos (FAAT). </p><p>Este PP indica um conjunto de atributos que devero ser desenvolvidos desde o primeiro dia de Instruo Militar. Os PP relativos aos demais perodos de instruo prevem, alm dos atributos j estabelecidos no PPB/2, outros OII da rea afetiva e os respectivos modelos das FICHAS DE AVALIAO. </p><p>Os militares que no atingirem o padro-evidncia estabelecido para cada atributo, ao trmino de cada perodo ou subperodo de instruo, devero ser objeto de ateno especial por parte do Comandante da SU e dos demais instrutores. </p><p> 6. TEMPO ESTIMADO </p><p>a. A IIB desenvolver-se- em 9 semanas de instruo de forma </p><p>contnua. Nas semanas de 1 a 7, a ateno da OM estar focada no EV. Nas </p><p>semana 8 e 9, a IIB dever ter prosseguimento, entretanto a prioridade dos </p><p>esforos da instruo dever voltar-se para a CTTEP. Por fim, a semana </p><p>R, antecedente IIQ, destina-se ao reajustamento do dispositivo, </p><p>oportunidade em que o Cmt OM reorganizar o Grupamento de Instruo </p><p>(CFC mais Instruo do Recruta). </p><p>b. O tempo estimado para o perodo obedece s seguintes </p><p>condicionantes: </p><p> 1) semanas 1 e 2-REGIME DE INTERNATO - 36 horas diurnas (8 horas de 2 a 5 feira e 4 horas na 6 feira) e </p><p>8 (oito) horas noturnas (2 horas de 2 a 5 feira) totalizando 44h semanais 2) semanas 3 a 7-REGIME NORMAL (PRIORIDADE PARA </p><p>O EV) - 36 horas de atividades diurnas semanais (8 horas de 2 a 5 </p><p>feira e 4 horas na 6 feira). Para os tiros e durante a semana de </p></li><li><p>8 </p><p>acampamento, a carga horria noturna ser de 4 horas por dia; 3) semanas 8 a 9-REGIME NORMAL(PRIORIDADE CTTEP) - 36 horas de atividades diurnas semanais (8 horas de 2 a 5 </p><p>feira e 4 horas na 6 feira). Nestas semanas o EV dever manter as instrues, contudo a prioridade da OM dever ser dada ao EP; </p><p>4) O NMERO DE HORAS DE INSTRUO NOTURNA PODER SER ALTERADO DE ACORDO COM O PLANEJAMENTO DE CADA OM. Tendo em vista os recursos disponveis na OM, as caractersticas e o nvel de aprendizagem dos instruendos, bem como outros fatores que porventura possam interferir no desenvolvimento da instruo, poder o Comandante (Diretor ou Chefe) de OM alterar as previses das cargas horrias das matrias discriminadas no presente PP. 7. VALIDAO DO PP O presente Programa-Padro de Instruo pretende constituir-se em um </p><p>sistema auto-regulado de treinamento militar, isto , ser reajustado em decorrncia das observaes realizadas durante a sua execuo. Para isso, o COTER manter o Sistema de Validao dos Programas-Padro de Instruo (SIVALI-PP) com os objetivos de: </p><p>a. coletar dados relativos aplicao dos PP junto s OM; b. diagnosticar a necessidade de introduo imediata de...</p></li></ul>

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