• Slide 1
  • Linguagem do Cinema Especificidades e Comparação com as Linguagens da Fotografia e do Teatro
  • Slide 2
  • Linguagem? Sistema que diz? Unidades mínimas? Metodologias?
  • Slide 3
  • Roland Barthes: FOTOGRAFIA: Nova categoria espaço-tempo; local imediata e temporal anterior; conjunção ilógica do aqui e do outrora; Mostragem de uma realidade anterior e estática; Documento de uma realidade de que estamos protegidos.
  • Slide 4
  • Cinema: Provoca a projecção do sujeito naquilo que assiste; integra-se na história; Não é a evocação de uma realidade passada, mas uma ficção; Impressão de realidade imaginária.
  • Slide 5
  • O cinema não copia de um modo objectivo, naturalista ou contínuo uma realidade que lhe é proposta: corta sequências, isola planos, estuda as cenas e recombina-as através de uma montagem
  • Slide 6
  • O cinema não reproduz coisas: manipula-as, organiza-as, estrutura-as (Julia Kristeva)
  • Slide 7
  • O cinema é comparável à escrita hieroglífica (Eisenstein): Cada elemento só adquire sentido, quando integrado na estrutura total; isolado, perde- o.
  • Slide 8
  • O cinema procura ser uma linguagem independente É possuidor de sintaxe, de lógica na disposição das suas unidades: o sintagma alternante: Alternância de cenas, de enfoques, vistos sob diversos ângulos e trazidos de diversos lados
  • Slide 9
  • Tendência oposta à da montagem: pano- travelling: Os planos não são cortados e depois organizados, o plano é uma sequência, um movimento livre da câmara de filmar: como se o filme renunciasse a mostrar a sintaxe da sua língua. Casos de Antonioni, Visconti…
  • Slide 10
  • Christian Metz: Nega a identificação de unidades mínimas: não há nada que possa ser comparado com o fonema nem com a palavra. Muitas vezes, considera-se a imagem equivalente a uma palavra, e a sequência a uma frase, mas Metz entende a imagem como equivalente a uma ou mais frases a imagem é sempre fala nunca unidade da língua
  • Slide 11
  • Metodologias: Semiótica sintagmática: estudo da organização dos elementos no seio de um conjunto sincrónico; Semiótica paradigmática: a lista das unidades psíquicas desencadeadas a partir da visualização da cadeia fílmica.
  • Slide 12
  • Metodologias: Semiótica da denotação: estudo do enquadramento, dos movimentos do aparelho, dos efeitos de luz; Semiótica da conotação: descobrir as diferentes significações, atmosferas, despertadas a partir de um segmento fílmico.
  • Slide 13
  • Pontos comuns com o cinema: Mega-linguagem, no sentido em que recorrem a: cenários (pintura, arquitectura, escultura, decoração), gestos, quinésica, iluminação, música, vestuário, voz, entoação; Suporte textual; Linearidade; Recurso a máquinas.
  • Slide 14
  • Pontos divergentes com o cinema: Cinema permite a rectificação, a repetição cénica, de modo a obter a optimização da encenação das personagens; o teatro não o permite, visto o decurso das cenas ser in loco perante o espectador. Também não permite a montagem.
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Linguagem do Cinema Especificidades e Comparação com as Linguagens da Fotografia e do Teatro.

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  • Linguagem do Cinema Especificidades e Comparação com as Linguagens da Fotografia e do Teatro
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  • Linguagem? Sistema que diz? Unidades mínimas? Metodologias?
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  • Roland Barthes: FOTOGRAFIA: Nova categoria espaço-tempo; local imediata e temporal anterior; conjunção ilógica do aqui e do outrora; Mostragem de uma realidade anterior e estática; Documento de uma realidade de que estamos protegidos.
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  • Cinema: Provoca a projecção do sujeito naquilo que assiste; integra-se na história; Não é a evocação de uma realidade passada, mas uma ficção; Impressão de realidade imaginária.
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  • O cinema não copia de um modo objectivo, naturalista ou contínuo uma realidade que lhe é proposta: corta sequências, isola planos, estuda as cenas e recombina-as através de uma montagem
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  • O cinema não reproduz coisas: manipula-as, organiza-as, estrutura-as (Julia Kristeva)
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  • O cinema é comparável à escrita hieroglífica (Eisenstein): Cada elemento só adquire sentido, quando integrado na estrutura total; isolado, perde- o.
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  • O cinema procura ser uma linguagem independente É possuidor de sintaxe, de lógica na disposição das suas unidades: o sintagma alternante: Alternância de cenas, de enfoques, vistos sob diversos ângulos e trazidos de diversos lados
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  • Tendência oposta à da montagem: pano- travelling: Os planos não são cortados e depois organizados, o plano é uma sequência, um movimento livre da câmara de filmar: como se o filme renunciasse a mostrar a sintaxe da sua língua. Casos de Antonioni, Visconti…
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  • Christian Metz: Nega a identificação de unidades mínimas: não há nada que possa ser comparado com o fonema nem com a palavra. Muitas vezes, considera-se a imagem equivalente a uma palavra, e a sequência a uma frase, mas Metz entende a imagem como equivalente a uma ou mais frases a imagem é sempre fala nunca unidade da língua
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  • Metodologias: Semiótica sintagmática: estudo da organização dos elementos no seio de um conjunto sincrónico; Semiótica paradigmática: a lista das unidades psíquicas desencadeadas a partir da visualização da cadeia fílmica.
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  • Metodologias: Semiótica da denotação: estudo do enquadramento, dos movimentos do aparelho, dos efeitos de luz; Semiótica da conotação: descobrir as diferentes significações, atmosferas, despertadas a partir de um segmento fílmico.
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  • Pontos comuns com o cinema: Mega-linguagem, no sentido em que recorrem a: cenários (pintura, arquitectura, escultura, decoração), gestos, quinésica, iluminação, música, vestuário, voz, entoação; Suporte textual; Linearidade; Recurso a máquinas.
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  • Pontos divergentes com o cinema: Cinema permite a rectificação, a repetição cénica, de modo a obter a optimização da encenação das personagens; o teatro não o permite, visto o decurso das cenas ser in loco perante o espectador. Também não permite a montagem.
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