Lio 1 o surgimento da teologia da prosperidade

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    06-Jun-2015

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  • 1. Escola Bblica Dominical 1 Trimestre de 2012TEMA: A Verdadeira Prosperidade.A vida crist abundante.

2. Introduo ao TrimestreProsperidade - latim prosperitas -ventura, boa sade, felicidade.Com o tempo, adquiriu o significado deestado do que ou se torna prspero;grande produo de alimentos e bensde consumo; abundncia, fartura;acmulo de bens materiais; fortuna,riqueza. 3. -Prosperidade na Bblia Sagrada:a) shalom Et.10:3; Sl.73:3 - paz, completude.b) towb J 21:13; Ec.7:14 - bem.c) shelev Sl.30:6; 122:7; Pv.1:32; Jr.22:21 derivado de shalom tranquilidaded) euporia At.19:25 riquezas, recursos expresso utilizada por gentio idlatrae) euodo I Co.16:2 sucesso vindo deDeus. 4. - A capa da revista do trimestre nosmostra uma pessoa com trajes tpicos dostempos bblicos segurando em suas mosum po e um recipiente que traz algo debeber. Seus trajes so brancos, parecendoser de linho.- Esta enigmtica ilustrao reporta-nos atrs passagens bblicas que nos do overdadeiro sentido da prosperidade nasEscrituras Sagradas. 5. - Pv.30:7-10 a poro acostumada de Agur A prosperidade a suficincia para que novenhamos a pecar, seja pelo furto, seja pelodesprezo ao Senhor.- I Tm.6:7-10 Devemos nos contentar com osuficiente para que, pela ganncia, no nosdesviemos da f.- Ap.19:8 A verdadeira prosperidade acomunho com o Senhor, que nos promete dar obastante nesta nossa peregrinao terrena. asvestes de linho, as justias dos santosII Co.8:14 A abundncia material oportunidadeparasuprimento dasnecessidades dos outros. 6. Lies deste trimestre1 Bloco Lies 1 a 4 A prosperidade na Bblia2 Bloco Lies 5 a 9 Desfazendo errosdoutrinrios da teologia da prosperidade.3 Bloco Lies 10 a 13 A verdadeira prosperidade.- O comentarista deste trimestre o pastor JosGonalves da Costa Gomes, pastor das Assembleiasde Deus em Teresina/PI e vice-presidente doConselho de Apologtica da Conveno Geral dasAssembleias de Deus (CGADB).- professor de grego e hebraico, escritor earticulista, tendo um blog na internet chamadoOrtodoxia Carismtica.(http://prjosegoncalves.blogspot.com/). 7. Lio 1 - O SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADEIntroduo- Teologia da prosperidade o desdobramentomaterialista da confisso positiva ou movimento daf - doutrina distorcida a respeito de Deus, de fortecontedo materialista, infiltrada no meio do povoevanglico.- Paulo escreveu que se esperarmos em Cristo s paraas coisas desta vida seremos os mais miserveis detodos os homens (I Co.15:19). Esta a triste situaoespiritual dos milhes que tm procurado Jesus nicae exclusivamente para terem a prosperidadeapregoada pelos falsos mestres da atualidade, elesmesmos escravos da ganncia (II Pe.2:3). 8. I A TEOLOGIA DISTORCIDA DOS AMIGOS DE J: A ORIGEMREMOTA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE- As razes da teologia da prosperidade encontram-seno livro de J na teologia distorcida dos amigos deJ, cujos conceitos sobre Deus foram reprovados peloprprio Senhor - J 42:7.- Contedo da teologia dos amigos de J:a) h uma relao de barganha entre Deus e oshomensb) h uma correspondncia entre o bem-estar fsico esocial e o bem-estar espiritual de algumc)o arrependimento dos pecados concedeautomaticamente sade fsica e prosperidadematerial. 9. II HISTRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:OS INSPIRADORES OCULTISTAS DO MOVIMENTO- A histria da teologia da prosperidade teveincio com o norte-americano PhineasParkhurst Quimby (1802-1866), que sededicou cura de doenas por intermdioda mente.- Suas ideias deram origem a movimentoscomo o Novo Pensamento, de Julius eAnneta Dresser e a Cincia Crist, de MaryBaker Glover Patterson Eddy. 10. - Para Quimby, sade sabedoria perfeita e oquanto um homem sbio, assim a sua sade.Como nenhum homem perfeitamente sbio,nenhum homem pode ter perfeita sade, pois aignorncia a doena, embora nonecessariamente acompanhada por dor Ideiasde Quimby sobre Jesus:a) Jesus, enquanto homem, no era nem podia serDeus, j que Deus no Se manifestaria em carne esangueb) Jesus no pretendeu convencer o mundo deque era o Filho de Deusc) o corpo de Cristo era distinto do corpo de Jesus 11. - Movimento Cincia Crist - fundado por MaryBaker Glover Patterson Eddy (1821-1910) antigapaciente de Quimby. Eddy apresentou diversasdoutrinas contrrias s Escrituras, entre as quais:a) Seu livro Cincia e Sade tinha o mesmo valorque a Bbliab) Jesus a ideia espiritual e verdadeira de Deusc) O Cristo morou eternamente como ideia no seiode Deus, o Princpio divino do homem Jesus.- Para Mary Baker Eddy, uma doena era sempreuma iluso mental que poderia ser curada pormeio de uma mais clara percepo de Deus. 12. III A HISTRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:ESSEK WILLIAM KENYON E SUAS PRINCIPAISDOUTRINAS- Essek William Kenyon (1867-1948) aproxima-sedas ideias de Mary Eddy e, com base nelas,constri uma nova leitura da redeno em CristoJesus- Kenyon o grande mentor dos pregadores dateologia da confisso positiva, entre os quais sedestacam Kenneth Hagin, Tommy L. Osborn e F.F.Bosworth. 13. - Primeiro ensino de Kenyon, onde se percebe a ntidainfluncia de Quimby e de Eddy - pecado e doenaso um s. Eles no podem dominar a novacriatura().O que Deus diz, . Se voc uma novacriatura, ento no h condenao para voc. Se noh condenao, a doena no pode ser Senhora sobrevoc.- Refutao bblica A doena est inserida nasconsequncias do pecado (Gn.3:19) mas a doena nosignifica necessariamente que haja pecado. Exemplosde pessoas que, embora estivessem doentes, estavamem comunho com Deus: J, Eliseu (II Rs.13:14), o cegode nascena (Jo.9:3) e Timteo (I Tm.5:23). 14. - Segundo ensino de Kenyon, base da teologia daprosperidade - a salvao nos livrou da pobreza eda necessidade: Vir a hora em que voc saberque a necessidade e a pobreza so coisas dopassado- Refutao bblica a penosidade e a necessidadedo trabalho para sobrevivncia consequncia dopecado (Gn.3:18,19), mas pobreza no significanecessariamente que haja pecado. Exemplos depessoas pobres, mas fiis: as vivas da igrejaprimitiva (At.6:1,2), os crentes da Judia chamadossantos (Rm15:26).- Se pobreza fosse pecado, Jesus jamais Se fariapobre (II Co.8:9), pois nunca pecou (Hb.4:15). 15. - Terceiro ensino de Kenyon - Jesus, para nos remir, nos sofreu no Calvrio, morrendo por ns, como tambmteve de sofrer no Hades, sede do domnio de Satans, atque Seus direitos fossem reclamados, quando, ento, odiabo no pde mais det-lO e Ele ressurgiu.- Refutao bblica - A morte de Jesus foi suficiente paraalcanar a nossa justificao. Sua obra completou-seno Calvrio (Jo.19:30; Rm.5:10). No se fez necessrioacerto de contas algum no Hades com Satans paraque Jesus obtivesse o perdo dos nossos pecados, atporque o diabo l no est (Lc.16:19-31), mas, sim, nasregies celestiais (Ef.6:12), de onde ser preso, juntocom os seus anjos, quando chegar a Nova Jerusalm,para receber os santos arrebatados pelo Senhor(Ap.12:7-12). 16. - Quarto ensino de Kenyon - Deus criou o homem,pondo-o aqui na Terra e lhe conferiu algunsdireitos legais, que o homem transferiu paraSatans, inimigo de Deus. Isto d a Satans odireito legal de ditar regras ao homem e criao.- Refutao bblica: Deus nunca deixou de ser o SerSoberano, o Ser Supremo, nunca entregou odomnio da Terra ao homem (Sl.24:1). O homem notem condies de escapar da natureza pecaminosaque tem dentro de si (Rm.7:15-24). escravidoprovocada pelo pecado de cada homem (Tg.1:14,15),que faz com que o homem faa os desejos do diabo(Jo.8:44). 17. - Quinto ensino de Kenyon - Como Deus estem ns, ns passamos a fazer parte dadivindade, no podendo, pois, ter qualquerespcie de sofrimento ou de dor.- Refutao bblica - A salvao no nos faztornar pequenos deuses, mas, sim, filhosde Deus, que no deixam, porm, de serhomens e, por isso mesmo, submissos aoSenhor. (Rm 8.16; Gl 3.26). 18. - Sexto ensino de Kenyon O salvo no precisaraguardar a vontade de Deus para pedir algo,basta reclamar pelos seus direitos legais- Refutao bblica Devemos aguardar avontade de Deus para conseguirmos asbnos, pois nem sempre vontade de Deusno-las conceder. Exemplos de homens de Deuscujas vontades foram contrariadas ou nolevadas em conta: Moiss (Dt.3:26), Elias (IRs.19:4; II Rs.2:9,10); Pedro (Jo.21:18), Tiago(At.12:1,2) e Joo (Ap.1:9). 19. IV HISTRIA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:KENNETH HAGIN E A PROPAGAO DASDOUTRINAS DA CONFISSO POSITIVA- Kenneth Erwin Hagin (1917-2003) o grandedivulgador da teologia da confissopositiva, cujo desdobramento materialista a teologia da prosperidade.- Os ensinamentos de Hagin so,basicamente, os mesmos de Kenyon. Alis,segundo se descobriu em 1983, Hagin copiouvrios escritos de Kenyon, em verdadeirocaso de plgio. 20. - Contribuio de Hagin teologia daconfisso positiva - a palavra da f.- Origem da ideia a respeito dapalavra da f - uma apario deJesus a Hagin, em Phoenix, Arizona,quando lhe foram reveladas aschaves para que o povo obtivesse deDeus o que desejasse. 21. - Motivao da viso de Hagin - inquietao coma prosperidade dos mpios, que fonte de desvioespiritual - Sl.73.- Posio bblica quanto prosperidade material a poro acostumada de Agur (Pv.30:7-9), pedidoque foi ratificado por Jesus (Mt.6:11), at porque aprioridade, em nossas vidas, o reino de Deus e asua justia (Mt.6:31-33).- Busca incessante pela satisfao dos desejos enecessidades desta vida, ao invs de mostrar apalavra da f, uma demonstrao de falta def - Mt.6:30. 22. -Primeiro ensino de Hagin - Para se obter oque se deseja de Deus, preciso fazerquatro coisas, as chamadas regras da fou frmulas da f, a saber:-a) confessar o que voc quer;-b) crer que voc tem aquilo que voc quer;-c) receber o que voc quer ;-d) contar aos outros que voc tem o quevoc quer. 23. - Refutao bblica - As regras de f:a) no levam em considerao a vontadede Deus, o que contraria o ensino e oexemplo de Jesus (Mt.6:10; 26:39)b) ao dispensar a vontade de Deus, torna ohomem independente de Deus, desejo esteque sempre foi condenado pelo Senhor(Gn.3:5,6,16-19; Gn.11:4-8; Is.14:13-15; Ez.28:6-10; Dn. 4:30-37; At.12:21-23)c) ao se fiar na prpria vontade, esquece-sequeocoraodohomemenganoso (Jr.17:9). 24. - Segundo ensino de Hagin rhema - Da ideia dafora da mente, expressa atravs de frmulasde f, chegamos ideia de rhema, palavragrega que significa palavra e que, para Hagin,seria distinta de logos, cujo significado tambm palavra.- Rhema - a palavra falada de Deus diretamente pessoa, dotada da mesma autoridade que asEscrituras - Hagin procura, assim, darlegitimidade a suas vises e revelaes,esquecendo-se que a Palavra foi completamenterevelada por meio do Filho (Hb.1:1). 25. - Refutao bblica :a) No texto bblico, no h distino entrerhema e logos, termos que so sinnimos ese alternam nos escritos sagrados.b) Se Rhema a palavra da f, vem de Deuse no resultado da vontade do homem.c) A palavra que nos mantm como filhos deDeus (Jo.15:3) , no texto bblico, logos e norhemad) A revelao de Deus completou-se em Jesus,o Logos de Deus (Jo.1:1; Hb.1:1) 26. - Terceiro ensino de Hagin a determinao No precisamos pedir a bno e simdeterminar, exigir, mandar, ou seja: tomar possedaquilo que aprendemos pela Palavra que nospertence.().Quando o Senhor nos d umarevelao, junto a ela Ele nos d a bno.().A partir de agora, no precisamos mais orarpedindo a cura, a prosperidade ou a vitria sobreas tentaes. Mas, determinar ou exigir que o malsaia da nossa vida. (R.R. Soares)- Uma vez revelada a bno, o que se d pormeio de rhema, devemos determinar,confessar O que eu confesso, eu possuo. oque estaria escrito em Jo.14:13. 27. - determinar no ordenar a Deus e sim ao diaboque tire de ns suas garras e desaparea de nossasvidas, de nosso dinheiro e de nossas famlias (R.R.Soares)- Refutao bblica:a) Em Jo.14:13, a palavra aitesete()significa , pedirdes, suplicardes, requererdes,implorardes, ou seja, em momento algum se deixade ter o significado de pedido, de reconhecimentode autoridade superiorb) o salvo no est sob o domnio de Satans e, porisso, no precisa mandar que ele se retire de nossasvidas, pois j estamos nas mos do Senhor (Sl.91:1,2;Jo.6:37; 10:28) 28. - Refutao bblica (continuao):c) ser salvo viver em constante luta contra omal, luta que s terminar com a glorificao(Mt.16:18; Ef.6:12,13; II Tm.4:7,8). At l o diabo nodesaparecer da nossa frente.d) se o diabo nos atingiu, isto decorre depermisso divina como resultado de umaprovao, que nos trar benefcios ao final doprocesso (Rm.8:28), ou fruto da lei da ceifa(Gl.6:7,8) e, neste caso, cumpre-nos glorificar aDeus porque, apesar das adversidades, sabemosque a nossa salvao est garantida por CristoJesus. 29. -Fatores que explicam o aumento dosadeptos da teologia da prosperidade:-a) mensagem est de acordo com omaterialismo e individualismo reinantesno mundo de hoje;-b) h grande falta de conhecimento daPalavra de Deus por parte dos crentes;-c) mensagem atraente abre as portas paraos pregadores da prosperidade na mdia,que muito mais frequentada peloscrentes do que as igrejas locais. 30. - Como enfrentar a teologia da prosperidade nasigrejas locais?a) Voltando ao estudo da Palavra e pregao doevangelho genuno, principalmente dando primazias bnos espirituaisb) Voltando a uma vida de santificao econsagrao, para que haja, inclusive, a satisfaodas necessidades fsicas e materiais do povo,mediante a confirmao da palavra pelos sinais.c) Alertando os ouvintes da mensagem daprosperidade antes que eles venham a serinoculados pelo veneno da decepo com Deus, overdadeiro objetivo satnico atrs da teologia daprosperidade 31. - No h coisa alguma errada com oscristos sendo pensadores positivos e uma boa coisa viver uma vida positiva emCristo, sabendo que maior O que estem ns, do que o que est no mundo. Masns no deveramos confundir nossopensamento positivo natural como sendoaquela coisa que resolver todos osnossos problemas terrenos e que nos peno assento de um Cadillac novo todoano (Elwin R. Roach)